O jogo da baleia azul, é um jogo online que começou em 2016 e presume-se que tenha começado na Russia, através da rede social mais utilizada naquele país, com o nome VKontaKte.
Chegou ainda em 2016 ao Brasil e recentemente chegou a Portugal, provocando já várias vítimas no nosso país.
É um jogo que dura 50 dias com 50 desafios diários.
Basicamente estes 50 dias são os dias para o fim da vida, pois último desafio é o suicídio. Esses desafios são enviados diariamente por um “administrador” ou “curador” que depois pede provas de que o desafio foi cumprido.
Uma das obrigações do jogo é que o jogador, deve jogar até ao fim.
O nome do jogo vem de um dos desafios em que é pedido aos jogadores para que se mutilem e desenhem uma baleia no braço, com o princípio de que as baleias azuis (animais) dão à costa intencionalmente para perderem a vida.
Este jogo é um motivo de preocupação, mas não de alarme, pois as autoridades estão bastante atentas a esta situação e pelo que sei já existem vários suspeitos a serem investigados pelo ministério público em Portugal e estão a ser feitos vários esforços para encerrar os sites que colaborem com este jogo.
Quem é que joga a este jogo e quem são os “curadores” ou “administradores”?
Normalmente os jogadores são jovens ou adolescentes, que podem ter problemas de isolamento, depressão ou podem ser muito introvertidos.
Os curadores usam as conhecidas # (hashtag) para identificar os possíveis jogadores ou identificam-nos por estes pertencerem a certos grupos das redes sociais, como o facebook, twitter, snapchat, instangram, whatsapp, em grupos de depressão ou suicídio.
Uma das ações que os “administradores” ou “curadores” fazem é ameaçar e coagir os jogadores dizendo-lhes que se eles contarem a alguém que estão a jogar ou se quiserem sair do jogo, vão fazer represálias aos pais, ameaçando de morte os pais e familiares.
Utiliza-se o medo e o jogo psicológico, para continuar a jogar e atormentar estes jovens, que infelizmente vivem esta agonia em silêncio.
Os desafios diários devem ser cumpridos e registados, através de fotos e vídeos.
Os “curadores” ou “administradores” são as pessoas responsáveis por introduzirem os jogadores, nos desafios.
Enviam mensagens com o desafio e certificam-se que o mesmo é cumprido, incentivando ao jogo, ao mesmo tempo que ameaçam e intimidam com represálias à família, pais e irmãos.
Os “curadores” ou “administradores”, dizem aos jovens que tem na sua posse informações do jogador, como quem são os familiares, o local de residência, escola, usando as mesmas como ameaça, caso desistam ou contem a alguém.
Como é que é o jogo e em que é que consiste?
O jogo são 50 desafios, que vão desde desafios simples até à automutilação.
Um site brasileiro partilhou aqueles que são, alegadamente, os 50 desafios que consistem no jogo e que estão a alarmar o Brasil e Portugal.
50 desafios do jogo Baleia Azul:
50. Tire sua própria vida.
Como é que se podem identificar jovens, adolescentes que jogam o jogo da baleia azul?
Como vários níveis do jogo, incluem mutilações, facilmente os pais ou educadores, conseguem identificar marcas físicas dessas mutilações nos braços, mãos e pernas. Uma saída de casa às 4h20 ou identificar a publicação nas redes sociais da hashtag #i_am_whale.
Incentivamos os pais a aumentarem a supervisão das atividades dos filhos na internet e nas redes sociais, para despistar qualquer sinal e agir o quanto antes.
Como é que alguém deve lidar para evitar que os filhos tenham a curiosidade ou iniciativa de jogar?
Os pais ou educadores, devem abordar de forma cuidada este tema com os filhos, jovens e adolescentes.
Incentivamos ao diálogo e ao debate em família sobre este assunto e quanto mais ligação e conexão existir com os jovens menor é a necessidade de ligação a estas pessoas.
Muito mais do que dizer aos filhos para não jogarem o que poderá despertar a sua curiosidade, torna-se importante abordar o tema com eles, explicar o que é o jogo e acima de tudo transmitir-lhes que o jogo psicológico e as ameaças que fazem, são mentira. Os pais e educadores devem aumentar a sua ligação com os jovens e adolescentes.
A PSP, GNR e PJ está a monitorizar este acontecimento e aconselha os pais a aumentar a supervisão nas redes sociais.
Que medidas adicionais podem pais e educadores fazer?
Qual é a razão para estas situações?
Vamos ao cerne da questão.
O maior problema não é o jogo, mas sim as razões que levam estes jovens até ao jogo.
O problema não é os jovens esconderem dos pais estas situações, mas sim as razões que os levam a esconder essas situações.
As redes sociais aproximaram pessoas distantes e afastaram pessoas próximas.
O problema não são as redes sociais, pois elas servem apenas de facilitação de contacto.
A razão destas situações, decorre da falta de ligação e conexão entre pais e filhos.
O excesso de coisas para fazer, seja em função do trabalho, pessoalmente ou tarefas normais do dia a dia, está a afastar cada vez mais pais e filhos, aliás está a afastar cada vez as pessoas. É comum ver pais e filhos que estão juntos fisicamente num restaurante ou esplanada mas estão distantes emocionalmente. É comum ver um grupo de amigos que estão ligados ao telemóvel e desligados uns dos outros.
O problema é a falta de conexão e ligação.
Sugestões?
Ensinar aos jovens a lidar com essas situações.
Se tiverem confiança e uma boa autoestima, são capazes de ultrapassar estas questões facilmente. Da mesma forma que ensinamos os nossos filhos nas tarefas banais como comer com talheres, sentarem-se à mesa ou a vestirem-se também temos de os ensinar a navegar na net, sabendo o que é ou não seguro fazer.
Serei sempre um promotor e facilitador de conhecimento para ajudar, fomentar e ensinar aos pais a ser estar mais ligados, conectados e próximos.
Serei sempre um promotor de pessoas mais ligadas.
Através da tomada de consciência e a partir daí agir de imediato para criar novas realidades.
A conexão e ligação com os filhos, não tem necessariamente a ver com a quantidade, mas principalmente tem a ver com a qualidade do tempo.
Quando for para estar com os filhos, é para estar realmente com eles, desligados dos outros e do mundo virtual e tecnológico, conectados e a desfrutar inteiramente do ESTAR.
Apenas estar e desfrutar do agora.
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