03/05/2017 Rui Brazão 0Comment

Jogo da Baleia Azul! O que é? O que fazer?

Podcast – Jogo da Baleia azul

O jogo da baleia azul, é um jogo online que começou em 2016 e presume-se que tenha começado na Russia, através da rede social mais utilizada naquele país, com o nome VKontaKte.

Chegou ainda em 2016 ao Brasil e recentemente chegou a Portugal, provocando já várias vítimas no nosso país.

É um jogo que dura 50 dias com 50 desafios diários.

Basicamente estes 50 dias são os dias para o fim da vida, pois último desafio é o suicídio. Esses desafios são enviados diariamente por um “administrador” ou “curador” que depois pede provas de que o desafio foi cumprido.

Uma das obrigações do jogo é que o jogador, deve jogar até ao fim.

O nome do jogo vem de um dos desafios em que é pedido aos jogadores para que se mutilem e desenhem uma baleia no braço, com o princípio de que as baleias azuis (animais) dão à costa intencionalmente para perderem a vida.

Este jogo é um motivo de preocupação, mas não de alarme, pois as autoridades estão bastante atentas a esta situação e pelo que sei já existem vários suspeitos a serem investigados pelo ministério público em Portugal e estão a ser feitos vários esforços para encerrar os sites que colaborem com este jogo.

Quem é que joga a este jogo e quem são os “curadores” ou “administradores”?

Normalmente os jogadores são jovens ou adolescentes, que podem ter problemas de isolamento, depressão ou podem ser muito introvertidos.

Os curadores usam as conhecidas # (hashtag) para identificar os possíveis jogadores ou identificam-nos por estes pertencerem a certos grupos das redes sociais, como o facebook, twitter, snapchat, instangram, whatsapp, em grupos de depressão ou suicídio.

Uma das ações que os “administradores” ou “curadores” fazem é ameaçar e coagir os jogadores dizendo-lhes que se eles contarem a alguém que estão a jogar ou se quiserem sair do jogo, vão fazer represálias aos pais, ameaçando de morte os pais e familiares.

Utiliza-se o medo e o jogo psicológico, para continuar a jogar e atormentar estes jovens, que infelizmente vivem esta agonia em silêncio.

Os desafios diários devem ser cumpridos e registados, através de fotos e vídeos.

Os “curadores” ou “administradores” são as pessoas responsáveis por introduzirem os jogadores, nos desafios.

Enviam mensagens com o desafio e certificam-se que o mesmo é cumprido, incentivando ao jogo, ao mesmo tempo que ameaçam e intimidam com represálias à família, pais e irmãos.

Os “curadores” ou “administradores”, dizem aos jovens que tem na sua posse informações do jogador, como quem são os familiares, o local de residência, escola, usando as mesmas como ameaça, caso desistam ou contem a alguém.

Como é que é o jogo e em que é que consiste?

O jogo são 50 desafios, que vão desde desafios simples até à automutilação.

Um site brasileiro partilhou aqueles que são, alegadamente, os 50 desafios que consistem no jogo e que estão a alarmar o Brasil e Portugal.

50 desafios do jogo Baleia Azul:

  1. Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.
  2. Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.
  3. Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.
  4. Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.
  5. Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.
  6. Tarefa em código.
  7. Escreva “F40” em sua mão, envie uma foto ao curador.
  8. Em sua rede social, escreva “#i_am_whale” no seu status do VKontakte(Rede Social Russa) ou no Facebook. O texto significa “Eu sou uma Baleia”.
  9. Ele te dará uma missão baseada no seu maior medo, ele quer fazer você superar esse medo.
  10. Acorde as 4:20 da manhã e suba em um telhado, quanto mais alto melhor.
  11. Desenhe uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e enviar a foto para o curador.
  12. Assista filmes de terror e psicodélicos, todas as tardes.
  13. Ouça as músicas que os “curadores” te enviarem.
  14. Corte seu lábio.
  15. Fure sua mão com uma agulha muitas vezes.
  16. Faça algo doloroso, “machuque-se”, fique doente.
  17. Procure o telhado mais alto, e fique na borda por algum tempo.
  18. Suba em uma ponte e sente-se na borda por algum tempo.
  19. Suba em um guindaste ou pelo menos tente.
  20. No próximo passo o curador irá verificar se você é de confiança.
  21. Encontre outra baleia azul, “outro participante”, o curador te indicará.
  22. Pendure-se novamente em um telhado alto, e apoie-se na borda com as pernas penduradas.
  23. Outra tarefa em código.
  24. Tarefa secreta.
  25. Reunião com uma baleia azul que o curador indicará.
  26. O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.
  27. Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.
  28. Não fale com ninguém o dia todo.
  29. Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.
    30-49. Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”. Durante o intervalo dos desafios entre 30 e 49.

50. Tire sua própria vida.

Como é que se podem identificar jovens, adolescentes que jogam o jogo da baleia azul?

Como vários níveis do jogo, incluem mutilações, facilmente os pais ou educadores, conseguem identificar marcas físicas dessas mutilações nos braços, mãos e pernas. Uma saída de casa às 4h20 ou identificar a publicação nas redes sociais da hashtag #i_am_whale.

Incentivamos os pais a aumentarem a supervisão das atividades dos filhos na internet e nas redes sociais, para despistar qualquer sinal e agir o quanto antes.

Como é que alguém deve lidar para evitar que os filhos tenham a curiosidade ou iniciativa de jogar?

Os pais ou educadores, devem abordar de forma cuidada este tema com os filhos, jovens e adolescentes.

Incentivamos ao diálogo e ao debate em família sobre este assunto e quanto mais ligação e conexão existir com os jovens menor é a necessidade de ligação a estas pessoas.

Muito mais do que dizer aos filhos para não jogarem o que poderá despertar a sua curiosidade, torna-se importante abordar o tema com eles, explicar o que é o jogo e acima de tudo transmitir-lhes que o jogo psicológico e as ameaças que fazem, são mentira. Os pais e educadores devem aumentar a sua ligação com os jovens e adolescentes.

A PSP, GNR e PJ está a monitorizar este acontecimento e aconselha os pais a aumentar a supervisão nas redes sociais.

Que medidas adicionais podem pais e educadores fazer?

  • Os pais e educadores devem manter-se informados e partilhar com as crianças, jovens e adolescentes, para as implicações e consequências que o jogo tem.
  • Os pais e educadores devem aumentar a supervisão e monitorização das atividades dos filhos na internet e redes sociais.
  • Devem explicar aos filhos os riscos e os perigos que existem ao adicionar pessoas desconhecidas nas redes sociais.
  • Os pais não devem proibir o acesso às redes sociais e internet, mas sim explicar e supervisionar.
  • Aumentar o diálogo e o debate em família sobre os riscos da internet, a privacidade na internet e as redes socias.
  • Por último. Se existir suspeita de que as crianças, jovens ou adolescentes, estão a ser alvo de violência psicológica ou intimidação devem procurar ajuda das autoridades, PSP, GNR

Qual é a razão para estas situações?

Vamos ao cerne da questão.

O maior problema não é o jogo, mas sim as razões que levam estes jovens até ao jogo.

O problema não é os jovens esconderem dos pais estas situações, mas sim as razões que os levam a esconder essas situações.

As redes sociais aproximaram pessoas distantes e afastaram pessoas próximas.

O problema não são as redes sociais, pois elas servem apenas de facilitação de contacto.

A razão destas situações, decorre da falta de ligação e conexão entre pais e filhos.

O excesso de coisas para fazer, seja em função do trabalho, pessoalmente ou tarefas normais do dia a dia, está a afastar cada vez mais pais e filhos, aliás está a afastar cada vez as pessoas. É comum ver pais e filhos que estão juntos fisicamente num restaurante ou esplanada mas estão distantes emocionalmente. É comum ver um grupo de amigos que estão ligados ao telemóvel e desligados uns dos outros.

O problema é a falta de conexão e ligação.

Sugestões?

Ensinar aos jovens a lidar com essas situações.

Se tiverem confiança e uma boa autoestima, são capazes de ultrapassar estas questões facilmente. Da mesma forma que ensinamos os nossos filhos nas tarefas banais como comer com talheres, sentarem-se à mesa ou a vestirem-se também temos de os ensinar a navegar na net, sabendo o que é ou não seguro fazer.

Serei sempre um promotor e facilitador de conhecimento para ajudar, fomentar e ensinar aos pais a ser estar mais ligados, conectados e próximos.

Serei sempre um promotor de pessoas mais ligadas.

Através da tomada de consciência e a partir daí agir de imediato para criar novas realidades.

A conexão e ligação com os filhos, não tem necessariamente a ver com a quantidade, mas principalmente tem a ver com a qualidade do tempo.

Quando for para estar com os filhos, é para estar realmente com eles, desligados dos outros e do mundo virtual e tecnológico, conectados e a desfrutar inteiramente do ESTAR.

Apenas estar e desfrutar do agora.

O segredo é a CONEXÃO humana.

 

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